
"Dizem que, se o segredo do humano fosse escondido no mais alto dos céus, o homem um dia o encontraria. Se fosse lançado ao fundo dos oceanos, ele também o alcançaria. Mas quando esse segredo foi escondido dentro do próprio homem, ali ele deixou de procurar."
Analisar-se não é buscar respostas fora, mas sustentar o encontro com aquilo que, estando tão perto, sempre foi evitado.
Quando ignorar já não é possível.

Há momentos em que algo não se encaixa. Não necessariamente um grande acontecimento, mas um mal-estar difuso, persistente. Repetições que cansam. Relações que se desfazem sempre do mesmo modo. Uma angústia que aparece
sem aviso. Um vazio que não se resolve com explicações rápidas.
Nem sempre é possível nomear o que acontece. Mas algo insiste.
A psicanálise começa quando esse incômodo deixa de ser ignorado
e passa a ser levado a sério.
O trabalho analítico se constrói pela palavra.
Pelo que é dito, pelo que se cala e pelo que emerge entre um e outro.
Não se trata de aconselhamento, nem de respostas prontas para viver melhor. A psicanálise não oferece soluções universais.
Ela propõe um espaço onde o sujeito pode falar livremente e, ao falar, escutar algo novo sobre si. Algo que não estava acessível antes, mas que sempre esteve ali. Cada análise é singular.
Cada percurso tem seu próprio tempo.

Sou psicólogo (Unisal/2017) com atuação clínica fundamentada na psicanálise.
Meu trabalho se sustenta no tripé psicanalítico:
estudo teórico permanente, análise pessoal e supervisão clínica.
É a partir desse rigor — sem rigidez — que a escuta se torna possível.
O atendimento psicológico ocorre prioritariamente de forma online, possibilitando maior flexibilidade de horários. O atendimento
presencial em Itajubá acontece de forma mais restrita,
aos sábados pela manhã.
A psicoterapia de orientação psicanalítica não se baseia em protocolos, mas na construção singular de cada processo clínico.
Rodrigo Dotti | Psicólogo Clínico | CRP 06/161688
Iniciar uma análise não exige certezas.
Não é preciso saber exatamente o que dizer
nem ter uma pergunta bem formulada.
Basta que algo esteja em movimento.
Uma inquietação. Um incômodo que
já não pode mais ser silenciado.
Se algo neste texto lhe diz respeito,
talvez a análise já tenha começado.
